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"Desacordo" de Merkel não desarma Netanyahu

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"Desacordo" de Merkel não desarma Netanyahu

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Israel não vai voltar atrás na decisão de expandir uma colónia na Cisjordânia.

De visita a Berlim, o primeiro-ministro israelita afirmou mesmo que o território disputado faz parte das condições para um eventual acordo de paz com os palestinianos.

O projeto, condenado pela União Europeia e Estados Unidos, faz mesmo hesitar a aliada Angela Merkel, até agora silenciosa sobre a questão.

“Estamos de acordo que não estamos de acordo: mas isto não muda o facto de que partilhamos os mesmos pontos de vista sobre a maioria dos grandes temas como o da segurança. Neste ponto, no entanto, temos opiniões diferentes. A decisão cabe a Israel que é um país soberano”.

Benjamin Netanyahu aproveitou, por seu lado, para rebater as críticas de vários países europeus como França e Reino Unido, que convocaram os respetivos embaixadores israelitas nos últimos dias.

“A maioria dos europeus pensa que os colonatos estão na raíz deste conflito. Mas a questão dos colonatos é um dos temas principais a ser discutido durante as negociações mas não é a razão principal do conflito que afeta as áreas adjacentes a Israel nos últimos 50 anos, antes mesmo da aparição do primeiro colonato”.

Em causa está a decisão do governo de construír 3 mil casas na chamada zona E1, junto a Jerusalém Leste. Uma decisão que poderá condenar o reinício das negociações de paz, uma vez que corta a ligação entre a Cisjordânia e a parte oriental de Jerusalém reclamada pelos palestinianos.

Depois da Alemanha, Netanyahu visita a República Checa, em busca de aliados entre os países europeus que se abstiveram ou votaram contra o reconhecimento do estado palestiniano na ONU.