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Tufão Bopha deixa meio milhar de mortos e muita destruição nas Filipinas

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Tufão Bopha deixa meio milhar de mortos e muita destruição nas Filipinas

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Para além de um rasto de destruição, nas Filipinas, o tufão Bopha deixou atrás de si meio milhar de mortos e outros tantos desaparecidos.

Nos ginásios e hospitais há crianças que perderam os pais, pais que perderam os filhos.

Lulito Campos, um funcionário autárquico, recolheu em sua casa um menino cujos pais estão desaparecidos: “Levei este menino para a minha casa, provisoriamente, porque não havia espaço no ginásio, ele não seria prioritário. Entretanto, comprei-lhe os primeiros medicamentos.”

Elisa Risane, por seu lado, não sabe dos filhos: “Eu estava a segurar os meus dois filhos mas caiu-me uma coisa em cima e desequilibrei-me. Eles disseram ‘mamã’ e eu perdi consciência e larguei-os”.

As vítimas mortais do tufão, em Mindanao, são, na sua maioria, trabalhadores pobres das minas de ouro em New Bataan e Monkayo.

As Filipinas são atingidas por cerca de 20 tufões, anualmente, mas o fenómeno tende a agravar-se, com o aquecimento global. Naderev Sano, o representante das Filipinas na conferência da ONU sobre as mudanças climáticas, reunida em Doha, no Qatar, não esconde a emoção: “Há sete mil milhões de pessoas que dependem do nosso trabalho. Por isso, apelo a todos para que não percamos mais tempo, não procuremos mais desculpas, façamos com que Doha fique na história como o local onde encontrámos vontade política para mudar as coisas.”

O Bopha destruiu também um quarto das plantações de bananas do país, terceiro exportador mundial deste fruto.

As autoridades receiam agora o aparecimento de epidemias, com a lama, a humidade e a decomposição dos cadáveres que os serviços sanitários têm dificuldades em enterrar rapidamente.

O governo já pediu ajuda à Organização Internacional das Migrações – para a construção de abrigos – e o próprio vice-presidente deslocou-se a Mindanao, para distribuir ajuda aos sobreviventes.