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Egito: Sexta-feira de "cartão vermelho" sem violência

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Egito: Sexta-feira de "cartão vermelho" sem violência

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Decorreu sem violência esta sexta-feira de “cartão vermelho”, no Egito. Uma metáfora futebolística da oposição egípcia para demonstrar o repúdio da proposta do presidente para um “diálogo nacional”, no sábado.

Sem oposição policial, os manifestantes passaram as barreiras que as forças da ordem tinham colocado, para impedir o acesso ao Palácio Presidencial. Acusam o presidente Mohamed Mursi de governar apenas para a Irmandade Muçulmana.

“O nosso supostamente eleito presidente instaurou uma ditadura no país, para impor o seu partido, e ignora as necessidades do resto do povo. Estamos aqui para dizer que isso é inaceitável”, explica um manifestante. Outro acrescenta: “O povo deve unir-se, esquecer as correntes políticas e essas coisas. Estamos a falar do Egito, que foi confiscado e que devemos resgatar. Devemos unir-nos todos, atrás de quem, não interessa. O essencial é que a Irmandade Muçulmana se vá embora.”

Os manifestantes exigem a anulação do decreto que confere poderes excecionais ao presidente e o adiamento do referendo sobre uma constituição que consideram atentatória das liberdades de expressão e religião.

Quinta-feira, Mursi tinha recusado as duas exigências. Esta sexta-feira, o presidente fez saber que poderia aceitar o adiamento do referendo, previsto para o próximo dia 15.