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Itália: Austeridade e crise política no Scala de Milão

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Itália: Austeridade e crise política no Scala de Milão

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A política marcou presença na abertura da época 2012-2013 no Scala de Milão. À entrada da prestigiosa sala de ópera italiana um grupo lavrou o seu protesto contra as medidas de austeridade, embora fazendo jus ao momento solene que o Scala viveu esta sexta-feira. Além da contestação à crise, a polémica estendeu-se ao programa do Scala de Milão.

Loehengrin, de Wagner, foi a obra escolhida para abrir a época o que gerou uma onda de indignação em Itália. Algumas vozes afirmaram que a ausência do presidente Napolitano se deveu a esta escolha. Já a homenagem ao compositor alemão não incomodou o chefe do governo. Mario Monti regressou à sua casa de Milão esta sexta-feira, apesar da efervescência política em Roma.

O maestro israelo-argentino Carlos Barenboim decidiu homenagear Richard Wagner porque no próximo ano se comemora o bicentenário do seu nascimento. O problema é que o compositor lírico italiano Giuseppe Verdi também nasceu em 1813. Polémicas à parte, o público aplaudiu Loehengrin durante 15 minutos no final da ópera.