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Clima: conferência da ONU estende Protocolo de Quioto até 2020

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Clima: conferência da ONU estende Protocolo de Quioto até 2020

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A conferência das Nações Unidas sobre o Clima, em Doha, terminou com um acordo que alarga o Protocolo de Quioto até 2020.

No entanto, o compromisso com a segunda fase do tratado – que terminava a 31 de Dezembro – é sobretudo simbólico e não conta com os principais poluidores mundiais.

Face às negociações que ameaçavam eternizar-se, depois de doze dias de diálogo, o vice-primeiro-ministro do Qatar – país anfitrião – não hesitou em ignorar as objeções persistentes da Rússia para fazer aprovar o acordo, o que provocou a ira de Moscovo.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, diz que o acordo de Doha é “uma primeira etapa” e espera que, até 2015, seja obtido um novo tratado.

Apesar das diferenças reinantes, o ministro alemão do Ambiente disse “acreditar que o compromisso é bom e oferece uma base de trabalho sólida para os próximos dois anos”. Peter Altmaier diz que assistiu “a um sentido de solidariedade superior ao de anteriores conferências”.

Já o director-executivo da Greenpeace frisou que “os nossos governos precisam de perceber que é um falhanço e uma traição para o povo das Filipinas e para todos aqueles que enfrentam o impacto do clima, atualmente e no futuro”. Kumi Naidoo sublinhou que “o que está em jogo não é algo etéreo chamado planeta, clima ou ambiente, mas o facto de se estar a vender o futuro dos nossos filhos e netos”.

Os países que se comprometeram, no Qatar, com novas reduções nas emissões de CO2, entre 2013 e 2020, são responsáveis por apenas 15 por cento dos gases de efeito estufa a nível mundial.