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Netanyahu critica Abbas por ocasião da visita de Meshaal a Gaza

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Netanyahu critica Abbas por ocasião da visita de Meshaal a Gaza

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Em Israel, governo e oposição lançam acusações por ocasião da visita histórica de Khaled Meshaal à Faixa de Gaza.

Os opositores de Benjamin Netanyahu condenam o executivo por ter permitido a deslocação do líder do Hamas no exílio ao território palestiniano e por ter negociado, por intermédio do Egito, uma trégua com o movimento islâmico.

O primeiro-ministro israelita, por seu lado, criticou o presidente da Autoridade Palestiniana, Mahmud Abbas, por “não ter condenado o apelo [de Meshaal] à destruição de Israel, tal como não condenou antes os disparos de ‘rockets’ provenientes de Gaza”. Netanyahu lamentou que Abbas “esteja a trabalhar para a unidade com este Hamas, que é apoiado pelo Irão”.

Num discurso na universidade islâmica de Gaza, Meshaal afirmou que as formas de “resistência” devem adaptar-se à situação, deixando entender que o respeito da trégua com Israel é do interesse dos palestinianos.

O líder do Hamas reiterou o apelo à unidade nacional, frisando que o movimento islâmico “não pode passar ser o Fatah [de Abbas], tal como o Fatah não pode passar sem o Hamas”.

Um palestiniano diz que “a visita de Meshaal, por ocasião do [vigésimo quinto] aniversário do Hamas, é o início do fim da divisão e um passo para a reconstrução da unidade nacional”.

Outro acrescenta que “a reconciliação foi posta em marcha. Foram feitos grandes esforços para acabar com a divisão”.

O Fatah felicitou o apelo de Meshaal à reconciliação. É a primeira vez que o líder do Hamas, que passou quase toda a vida no exílio, visita a Faixa de Gaza.