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Itália: despedida do "Professor" inquieta líderes e mercados europeus

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Itália: despedida do "Professor" inquieta líderes e mercados europeus

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A anunciada saída de cena de Mario Monti, aumenta a inquietação dos mercados sobre o rumo das reformas em Itália.

A bolsa de Milão regista uma queda superior a 3%, quando os juros da dívida dispararam mais de 37 pontos, desde o início da manhã, arrastando consigo os juros da dívida espanhola.

Um regresso aos números inquietantes da economia da era Berlusconi, acompanhado pelo anunciado regresso do ex-primeiro-ministro em pessoa.

Para o presidente do conselho europeu, Herman Van Rompuy “Mario Monti foi e é um grande primeiro-ministro para a Itália. E os seus esforços em termos de reconsolidação e reformas em todos os setores da economia são absolutamente necessários. E temos obrigatoriamente que prosseguir nesta via”.

A demissão do primeiro-ministro “tecnocrata” foi adiantada para depois da aprovação do orçamento de estado de 2013, provavelmente antes do natal, precipitando as próximas legislativas para fevereiro.

Depois de ter aberto a crise, ao retirar o apoio ao governo de Monti, na semana passada, Berlusconi anunciou já que pretende candidatar-se a um quinto mandato.

Num mercado em Roma, uma vendedora afirma: “Os italianos têm de estar preocupados, não com a crise, que é bastante grave, mas com o regresso deste idiota. Espero que leve um bom murro na cara e que todos digam – “arrivederci”, regressa às ilhas Caimão”.

Berlusconi sai agora do silêncio como o principal crítico às medidas de austeridade do governo tecnocrata. Já o “professor” Mario Monti pondera, segundo a imprensa italiana, a possibilidade de se apresentar às eleições, tendo afirmado estar “muito preocupado” com a atual situação do país.