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Turismo egípcio tenta sobreviver às ruínas dos "faraós"

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Turismo egípcio tenta sobreviver às ruínas dos "faraós"

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O turismo no Egito continua a viver ao ritmo da queda dos “faraós”.

Desde o fim do regime de Mubarak, que o setor, cujos rendimentos representam mais de 6% do PIB nacional, tenta recuperar o fôlego, perturbado, nas últimas semanas, pelos protestos contra o presidente.

Mohamed Morsi tinha iniciado o mandato com uma visita a Luxor, para tentar acalmar os receios dos turistas internacionais.

Seis meses depois, as principais atrações turísticas permanecem quase vazias.

“De um ponto de vista totalmente egoísta, diria que é magnífico estar quase sozinha nestes locais, mas claro que me aflige pensar nos milhares de empregos que estão em risco”, afirma uma turista francesa.

Depois do setor ter registado uma queda de 30%durante a revolta contra Mubarak, os números deste ano mostram uma ligeira recuperação, com mais 27% de visitantes.

Um número distante das expetativas do governo e dos habitantes:

“Há cerca de um milhão de pessoas em Luxor. Muitos estão no desemprego. Toda a gente trabalha no turismo – os taxistas, eu no artesanato, todos dependem de alguma forma do turismo”, afirma um artesão.

Mas o efeito mais imediato da instabilidade política é a decisão do FMI de congelar uma ajuda ao país de cerca de 3,7 mil milhões de euros.

Um novo sinal da desconfiança internacional face à revolta contra o presidente e o rumo das reformas do governo islamita que, sob o pretexto da recuperação económica, propõe-se aumentar os impostos sobre o álcool e aumentar as restrições à abertura de bares e cafés.