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Agressões, expulsões e topless na abertura do parlamento ucraniano

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Agressões, expulsões e topless na abertura do parlamento ucraniano

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Pode dizer-se que aconteceu um pouco de tudo no arranque oficial das sessões parlamentares na Ucrânia. Desde deputados de diferentes fações a empurrarem-se na altura de assumir a tribuna para prestar o juramento, até à violenta expulsão do hemiciclo de dois deles, pai e filho, eleitos pela oposição mas, alegadamente, em vias de se juntar ao partido no poder.

Mas há sempre outras versões. Para Arseni Iatsenuk, líder do bloco da oposição, “não se tratou de um confronto. Estamos a falar de pessoas que são traidoras, que juraram sobre a Bíblia que iam ficar de um lado e que acabaram por não o fazer.”

Um representante do Partido das Regiões, no poder, contrapõe: “já houve vários casos de deputados de diferentes partidos que os deixaram para se tornarem independentes. Não tem de haver nenhum tipo de escravidão política.”

A turbulência não ficou, no entanto, pelo interior do Parlamento. Lá fora, membros do partido de extrema-direita Svoboda deitaram abaixo parte de uma vedação que circunda o edifício, para assinalar que o poder não pode erguer barreiras face ao povo.

Finalmente, as militantes do movimento Femen também vieram dizer de sua justiça e, como de costume, com muito pouca roupa, manifestaram-se contra a corrupção das esferas políticas ucranianas.