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Os "dias difíceis" da Venezuela

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Os "dias difíceis" da Venezuela

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Durou um ano e meio o discurso oficial de otimismo em torno do estado de saúde do presidente venezuelano. Mas Hugo Chávez, que se submeteu, na passada terça feira, a uma quarta intervenção cirúrgica em Cuba, fala na hipótese de não terminar o mandato e define o vice-presidente Nicolas Maduro como o seu sucessor natural.

O próprio Maduro veio declarar que os venezuelanos “têm de estar preparados para os dias complexos e difíceis que se avizinham”.

O país segue atentamente o pouco que se sabe do processo de convalescença de Chávez, que já, por duas vezes, se anunciou curado do cancro na zona pélvica.

Nas ruas de Caracas, um venezuelano congratulava-se pelas notícias de que a operação tinha sido bem-sucedida, porque, “se porventura ele morresse, isso deixaria a oposição muito feliz, o que ninguém pretende”.

A televisão pública passa continuamente documentários sobre a vida do presidente. Para muitos apoiantes, resta rezar pelo homem cujo terceiro mandato começa oficialmente no próximo dia 10 de janeiro.