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Putin contra a influência estrangeira na Rússia

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Putin contra a influência estrangeira na Rússia

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Foi o primeiro discurso de Vladimir Putin sobre o estado da Federação Russa desde o seu regresso ao Kremlin. Na sessão, o presidente russo, falou da renovação demográfica e do restabelecimento dos valores tradicionais como garante do futuro da Rússia. O presidente fez ainda um alerta em relação ao Ocidente.

“A intromissão estrangeira, direta ou indireta nos nossos processos políticos internos é inaceitável. Pessoas que recebem dinheiro do exterior para a sua actividade política e que servem os interesses estrangeiros não podem ser políticos na Federação Russa”, afirmou Putin.

Embora reiterando as suas advertências contra o extremismo e os separatistas nacionalistas, o presidente russo também enviou uma mensagem aos seus adversários.

Para o chefe de Estado: “Um diálogo civilizado só é possível com as forças políticas que argumentam e formulam as suas propostas de forma civilizada e se destacam por propostas no âmbito da lei. As mudanças e a modernização do sistema político são naturais e até necessárias, no entanto, pagar a sede de mudanças com a destruição do nosso Estado é inaceitável.”

Putin também prometeu criar um imposto sobre o capital e pôr fim aos “offshores” que minam a economia russa. E fez um pedido:

“Peço-vos que apoiem o projeto lei sobre as limitações dos políticos e funcionários públicos no que diz respeito a contas bancárias, investimentos e ações no estrangeiro​​, tendo este requisito que se aplicar a cada pessoa que toma decisões-chave, aos funcionários do Estado e do governo, às pessoas que trabalham na administração presidencial, aos seus parentes próximos, aos membros do Conselho da Federação e aos deputados da Duma.”

Por fim, o presidente pediu aos russos para terem mais filhos, pelo menos três por família, para travar o declínio populacional do país.

Desde 1991, a Rússia perdeu mais de 5 milhões de habitantes. O aumento da esperança média de vida e natalidade são muito recentes para travar a queda demográfica nas próximas décadas.