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Gregos pessimistas apesar de nova ajuda

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Gregos pessimistas apesar de nova ajuda

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Apesar do ambiente natalício em Atenas e do desbloqueio de uma nova fatia da ajuda europeia à Grécia, reina o pessimismo entre a população.

A maioria dos gregos acredita que os 49 mil e cem milhões de euros disponibilizados pela Zona Euro não significam o fim de uma crise que, para o cidadão comum, parece interminável.

Uma economista residente em Atenas afirma que “vai ajudar, mas apenas a curto prazo. O país precisa de fazer mudanças enormes, para conseguir uma recuperação real”.

Um desempregado diz que os gregos “vão receber o dinheiro, mas o mais importante é saber como vão sair da situação atual. Com o Natal à porta, é preciso ser otimista, mas os gregos sentem-se sozinhos e pessimistas, não acreditam que as coisas vão melhorar”.

O fraco poder de compra da maioria dos gregos, face ao quinto ano de recessão, também não auspicia uma quadra natalícia lucrativa para os comércios.

A ONG Klimaka disse, esta quinta-feira, que dois terços dos sem-abrigo gregos começaram a viver na rua nos últimos dois anos, uma consequência direta da crise.

A organização indicou ainda que, dos vinte mil sem-abrigo que recenseou no país, um em cada cinco tem um título universitário.