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Cimeira Europeia: Líderes europeus fecham 2012 em clima de otimismo

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Cimeira Europeia: Líderes europeus fecham 2012 em clima de otimismo

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A sexta e última cimeira europeia de 2012 termina em clima de otimismo natalício, mas a prever muito trabalho para o próximo ano. Os líderes europeus decidiram avançar com o debate sobre a criação de fundo comum de resgate para o setor bancário.
Acordaram fazer do BCE o supervisor-chefe dos maiores bancos da zona do euro. E desbloquearam os cerca de 50 mil milhões de euros da nova ajuda à Grécia.
A Presidência irlandesa da União Europeia vai começar então a trabalhar em 2013 com esta base positiva mas ainda com grandes preocupações.
Enda Kenny, o primeiro-ministro da Irlanda defende que “não devemos esquecer que temos as discussões sobre o quadro financeiro plurianual, que vão durar muito tempo. Depois disso, a reforma da Política Agrícola Comum, a reforma setorial e cerca de 70 projetos de lei para serem levados ao Parlamento. E espero que possamos melhorar a imagem da Europa e a percepção de estamos unidos a trabalhar com o objetivo de fazer crescer as economias.”

A chanceler alemã, Angela Merkel, rejeitou uma proposta para criar um fundo de ajuda aos estados da zona do euro em dificuldades, algo que o presidente francês chama de “fundo de solidariedade”.
E que seria uma tábua de salvação para Espanha, que pode ser obrigada a pedir um resgate financeiro completo. Mas para já, o governo de Madrid parece satisfeito. Mariano Rajoy, chefe de Governo da Espanha considera que “a política europeia tem agora um novo objetivo muito importante para Espanha que é a especial atenção da política económica ao desemprego jovem. A primeira vez que aqui vim, só ouvi falar de política orçamental e austeridade. Agora, passado um ano, já se fala de crescrimento e União Bancária.

Isabel Marques da Silva, correspondente da euronews em Bruxelas lembra que “apesar da aprovação de um roteiro para uma União Bancária, 2013 será marcado pela recessão, uma ajuda possível para a Espanha, as eleições em Itália e na Alemanha. Razões de peso para terem sido adiados os debates sobre os mecanismos de proteção dos depósitos dos pequenos clientes e mesmo de um orçamento específico para a Zona Euro.”