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Armas de fogo nos Estados Unidos: um direito ou uma ameaça

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Armas de fogo nos Estados Unidos: um direito ou uma ameaça

Armas de fogo nos Estados Unidos: um direito ou uma ameaça
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Um dia depois do massacre em Newtown, um
homem armado abriu fogo num hospital do Alabama. Três pessoas ficaram feridas, o atirador foi morto pela polícia.

Possuir uma arma é um direito constitucional nos Estados Unidos, mas são cada vez mais os que defendem um controlo mais apertado. Quem vive do negócio considera que esta não é a solução:

“Os últimos três ou quatro tiroteios foram
executados por homens com idades entre os 15 e os 25 anos. É preciso saber o que está por detrás deste problema. Existe uma desconexão mental ou estão prestes a explodir? As doenças mentais são o verdadeiro problema que um maior controlo não resolve” afirma um comerciante de armas.

Os democratas lembram que as pessoas com perturbações mentais já estão impedidas de comprar armas de fogo. Defendem, por isso, alterações na legislação.

“Colocar vidas em risco porque que as pessoas acreditam que têm direito de andar por aí carregadas de armas é, a meu ver, chocante. Quando é que vamos aprender e quantas mais lições serão precisas?” questiona Christopher Dodd, antigo senador norte-americano pelo partido Democrata.

Para alterar a legislação é necessário convencer, antes de mais os republicanos que invocam o direito à defesa, dos cidadãos, para dizer não.

Em 2012 a venda de armas nos Estados Unidos voltou a disparar. Um estudo feito recentemente revela que os norte-americanos gastam mais em armas do que em produtos alimentares.