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Conservadores voltam ao poder no Japão para reerguer a economia

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Conservadores voltam ao poder no Japão para reerguer a economia

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Parece, de facto, que os últimos três anos foram um parênteses na política japonesa: os conservadores regressaram em força ao poder que mantiveram durante décadas.

Colocando num painel uma flor por cada deputado eleito, o antigo primeiro-ministro Shinzo Abe contabilizou perto de 300 assentos parlamentares para o Partido Liberal-Democrata. E, agora, a prioridade do mais que provável próximo chefe de executivo está bem definida: “muitos esperam aumentos salariais. Os jovens estão preocupados com as perspetivas de emprego. Diria que, para começar, a missão mais importante é a recuperação económica”.

Muito para trás ficou o atual primeiro-ministro. O Partido Democrata de Yoshihiko Noda ficou-se por 65 mandatos, um quinto do resultado de 2009. Noda já anunciou que vai deixar a liderança partidária.

Shinzo Abe conta ainda com o reforço da formação centrista Novo Komeito; juntos configuram dois terços da câmara de deputados.

Legitimidade política, portanto, não faltará para tentar estimular uma economia em contração, face ao avanço do gigante vizinho que é a China, com a qual mantém também uma acesa disputa territorial. Abe já anunciou que será bastante firme quanto à questão das ilhas Senkaku. O nuclear é outro dossiê delicado: apesar de Fukushima, os liberais-democratas pretendem reativar grande parte das centrais nucleares.