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Comércio, bancos e orçamento na agenda da presidência irlandesa da UE

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Comércio, bancos e orçamento na agenda da presidência irlandesa da UE

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A Irlanda quer concluir, em 2013, o programa de assistência da troika a que está sujeita, idêntico ao de Portugal e da Grécia, e ser um “país em recuperação a conduzir a recuperação na Europa”.

Palavras do chefe da diplomacia irlandesa, Eamon Gilmore, na apresentação, esta segunda-feira, em Bruxelas, das prioridades para a presidência da UE no próximo semestre.

Um dos objetivos é concluir acordos comerciais com parceiros-chave como os EUA.

“Obviamente, vamos tentar otimizar o potencial destas duas economias ligadas pelo Atlântico. O mercado europeu de 500 milhões de pessoas e o enorme mercado norte-americano ganhariam com um acordo de livre comércio, devido ao
forte potencial de crescicmento para ambas as economias, gerando empregos e prosperidade para os dois lados”, disse Eamon Gilmore.

O correspondente da euronews em Bruxelas, James Franey, realça que “Europa e Estados Unidos enfrentam uma enorme dívida pública e o acordo comercial ajudaria a aumentar as exportações para um nível estimado de 130 mil milhões de euros nos próximos cinco anos”.

Mas a presidência irlandesa têm, ainda, entre mãos dois dossiês de difícil negociação.

Por um lado, fazer avançar a união bancária, cujos primeiros passos foram decididos na cimeira de chefes de Estado e de governo da semana passada.

Por outro lado, trabalhar sobre uma nova proposta para o orçamento plurianual de 2014-2020, a ser dicutida na próxima cimeira da UE, em Fevereiro.

Sob o lema “Pela estabilidade, emprego e crescimento”, a presidência irlandesa da UE aponta como prioridade trabalhar para a efetiva retoma económica da Europa, através do reforço da governação económica, estímulo da competitividade e investimento no crescimento e criação de emprego, com uma aposta em particular no combate ao desemprego jovem.