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Japão: Economia e relações com a China são os grandes desafios para Shinzo Abe

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Japão: Economia e relações com a China são os grandes desafios para Shinzo Abe

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Após a esmagadora vitória que devolveu o poder aos conservadores no Japão, Shinzo Abe tem pela frente uma série de decisões difíceis no que diz respeito à economia e às relações com a China.

O Partido Liberal Democrata assegurou 294 dos 480 lugares do parlamento e com os 31 do seu aliado, o partido Novo Komeito, garante a maioria de 2/3 que lhe permite governar sem necessitar de alianças na câmara alta, onde nenhum partido tem a maioria.

No discurso de vitória, Abe alertou para a “pesada responsabilidade” que recai sobre o partido que governou o Japão na maior parte dos últimos 50 anos.

Os mercados reagiram positivamente à vitória dos conservadores e à perspetiva de mais gastos públicos.

Os chineses, por seu turno estão “muito preocupados pela direção que o Japão pode tomar”, afirmou o porta-voz da diplomacia de Pequim.

Após o triunfo, Abe reiterou que a soberania japonesa sobre as desertas ilhas Senkaku “não é negociável” com a China, o que promete reacender o conflito latente.

Nas ruas, os populares consideram que um endurecimento da política externa de Tóquio em relação à China é uma “ameaça para toda a Ásia e para o mundo”. As pessoas “não esqueceram o massacre de Nanjing” recorda uma professora reformada para quem a ideia de um regresso à “guerra é assustadora”.

Abe, que será o 7º primeiro-ministro do Japão em pouco mais de 6 anos, quer também rever a Constituição pacifista de 1947 no campo militar e promete relançar o programa de energia nuclear, praticamente parado desde o desastre de Fukushima em 2011.