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Tunísia: Presidente recebido à pedrada no berço da primavera árabe.

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Tunísia: Presidente recebido à pedrada no berço da primavera árabe.

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Dois anos depois do início da chamada “Primavera Árabe”, o chefe de estado tunisino e o presidente da assembleia constituinte foram visados por pedras, em Sidi Bouzid, berço da revolução que virou frustração para a maioria da população.

O presidente Moncef Marzouki afirmou escutar “a raiva de certas pessoas”, algo que considera “aceitável, porque os principais objetivos da revolução ainda não foram atingidos, casos do desenvolvimento e da punição dos corruptos do antigo regime”.

De facto, dois anos depois, o desemprego cresceu, o investimento no país caiu, o preço dos alimentos subiu e a economia segue estagnada, agravando ainda mais o sentimento de frustração, em especial nos jovens que continuam a ver na emigração para a Europa, a única solução em busca de uma melhor qualidade de vida.

Os populares afirmam que “nada mudou” nos dois anos que passaram desde que Mohamed Bouaziz se imolou pelo fogo nas ruas de Sidi Bouzid, lançando um mês de violentos protestos que culminaram a 14 de janeiro de 2011 com a queda de Ben Ali depois de 23 anos no poder.

As palavras de ordem são hoje as mesmas de há dois anos: “Fora”, “o povo quer a queda do governo” é o som que se escuta nas ruas da Tunísia.