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As armas semi-automáticas na mira da administração Obama

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As armas semi-automáticas na mira da administração Obama

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A administração norte-americana afirma estar a preparar uma “resposta global” ao massacre de Newtown, num momento em que as armas semiautomáticas voltam a estar na mira dos legisladores.

Dezenas de pessoas manifestaram-se frente à sede do lóbbi do armamento em Washington (National Rifle Association), quando o Senado se prepara para discutir, em janeiro, a possibilidade de proibir a venda de armas semiautomáticas e de carregadores com capacidade para mais de dez munições.

Para o presidente da câmara de Nova Iorque, Michael Bloomberg, “as palavras não chegam para curar a nossa nação, é preciso agir. A violência armada é uma epidemia e uma tragédia nacional que requere mais do que palavras. Somos o único país industrializado do mundo com este problema e é por isso que necessitamos de uma ação urgente da parte do presidente e do congresso. Este tema tem que estar no topo da agenda política”.

A Casa Branca escusou-se a avançar detalhes sobre as propostas legislativas, depois da reunião de Obama sobre o tema, esta segunda-feira, em Washington.

Para Dannel Malloy, governador do Connecticut, o estado onde se desenrolou o massacre de sexta-feira, “na ausência de uma legislação nacional que limite a natureza explosiva das armas e munições, nenhum estado poderá sentir-se seguro confiando apenas nas suas próprias leis”.

Entre as propostas em cima da mesa está a possibilidade de reintroduzir a interdição da venda de armas semi-automáticas que expirou em 2004, sem ter sido reconduzida, face à oposição dos republicanos.

Os democratas pretendem ainda proibir a venda de carregadores com capacidade para mais de 10 munições, como aqueles utilizados pelo atirador de Newtown. Uma proposta que, segundo as sondagens, é apoiada por 59% dos norte-americanos.