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Ativistas iniciam greve de fome à porta de Morsi

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Ativistas iniciam greve de fome à porta de Morsi

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“Até o regime cair!”, lê-se na faixa erguida no acampamento instalado junto ao palácio presidencial egípcio. À margem dos grandes protestos convocados pelos opositores de Mohammed Morsi, um grupo de manifestantes decidiu iniciar uma greve de fome até o chefe de Estado abdicar do poder.

Um deles explica que começaram “com apenas três pessoas” e que, “numa questão de algumas horas, vieram muitas mais. Neste momento, são cerca de vinte e outros se juntam, à medida que a situação avança.”

Depois do que tem acontecido, falta legitimidade a Morsi, dizem estes ativistas. Para que não lhes falte nada a eles, são acompanhados por uma equipa médica. Um dos seus elementos afirma que estão “a monitorizar a situação, a controlar a pressão sanguínea e os níveis de açúcar, para garantir que estão todos bem. Por vezes, estas greves de fome tornam-se no rastilho necessário para alcançar certas mudanças.”

Perto, muito perto, está a residência oficial de Morsi, protegida por um imenso aparato militar. Este fim de semana, a polémica Constituição defendida pelo presidente vai ser sujeita à segunda ronda de um referendo que a oposição diz estar viciado.