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Portugal tenta manter quota de pesca em difícil negociação na UE

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Portugal tenta manter quota de pesca em difícil negociação na UE

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Portugal vai tentar aumentar um pouco, ou pelo menos manter, a quota de pesca para 2013 definida pela União Europeia.

Esta foi a ambição expressa pelo governo de Lisboa na véspera do conselho de ministros europeus das Pescas, que decorre em Bruxelas, terça e quarta-feira.

Portugal teve um aumento de 6% de quota em 2012, mas a proposta em cima da mesa é para consideráveis cortes ao nível global, devido à sobrexploração de metade das espécies no Atlântico e mar do Norte.

Os pequenos pescadores, que representam 80% da frota europeia mas recebem poucas quotas, pedem uma nova política.

“O que exigimos é uma melhor distribuição das quotas, para que beneficiem os barcos que fazem uma pesca mais sustentável e selectiva”, explicou o pescador artesanal Imanol Ugartemendia.

A Greenpeace alerta para o risco de extinção de espécies como o tamboril, bacalhau ou linguado.

“Gostaríamos que dessem mais ouvidos aos cientistas, que nos dizem que daqui a 35 anos não haverá mais peixe no mar se continuarmos a pescar como agora”, realçou a ativista e atriz francesa Melanie Laurent.

Ao contrário desta organização não governamental ambientalista, a indústria pesqueira de grande porte critica a redução das capturas, argumentando que vai aumentar o desemprego no sector.

Portugal vai tentar esta semana, em Bruxelas, “melhorar um bocadinho” as quotas de pesca a que terá direito em 2013, mas se mantiver os valores conquistados no ano passado “já será muito positivo”, afirmou hoje a ministra da Agricultura e Pescas.
Falando na véspera do arranque da tradicional “maratona” negocial de final do ano de ministros das Pescas dos 27 para fixar os totais admissíveis de capturas (TAC) para o ano seguinte, Assunção Cristas recordou que nas anteriores negociações, há um ano, Portugal teve um aumento de 6% da sua quota, o que “foi positivo”, pelo que para 2013 não poderá aspirar a muito mais.
“Este ano a nossa expectativa é de, pelo menos, conseguirmos manter as nossas quotas. Isso significará também que tivemos uma pesca sustentável, reconhecida como sustentável, e portanto não precisamos de reduzir as nossas quotas de pesca”, apontou.
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