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Grécia: Greve antiausteridade nos serviços públicos

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Grécia: Greve antiausteridade nos serviços públicos

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Os serviços públicos gregos estão parados esta quarta-feira. Escolas, transportes, hospitais e serviços fiscais estão mesmo fechados. É uma greve – mais uma a juntar aos protestos recorrentes no país desde setembro – imposta pelos funcionários públicos gregos contra as agressivas medidas de austeridade previstas para 2013.

Opostos ao otimismo evidenciado pelos governantes, que acordaram no final da semana passada com a União Europeia e o FMI um novo pacote de ajuda, os trabalhadores do Estado reclamam contra os cortes nos salários e o iminente aumento dos impostos.

Um comum cidadão grego, entrevistado, defende que “as greves ainda têm significado”. “O governo recebe o dinheiro do pacote de ajuda, mas eu nunca vou conseguir pôr os meus olhos nesse dinheiro”, constatou, em jeito de desconfiança sobre o atual executivo.

Uma desempregada também se revela cética. “Os políticos continuam a falar de progresso, mas eu não o vejo nem sei se alguma vez voltarei a ver progresso na Grécia. Há dois anos que procuro trabalho, mas está a revelar-se impossível”, lamenta.

A greve dos funcionários públicos gregos surge, curiosamente, um dia depois da agência de notação Standard & Poors ter subido o “rating” da Grécia em seis níveis, com o país a passar de uma classificação de “incumprimento seletivo” para a categoria “B-”. Quatro níveis acima dos gregos, está, ainda assim, Portugal, que mantém a categoria “BB”.