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Suspensas campanhas de vacinação no Paquistão

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Suspensas campanhas de vacinação no Paquistão

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A Unicef e a Organização Mundial de Saúde suspenderam a campanha de vacinação, no Paquistão, contra a pólio, depois do assassinato de nove pessoas, nos últimos dias.

Numa primeira decisão, as duas agências acabaram com a campanha nas províncias de Carachi e Penshwar.

Como as ameaças persistiam, a decisão acabou por se estender a todo o Paquistão.

A mãe de uma vítima diz que a população não tem fuga possível:

“Os atacantes dizem que esta campanha foi planeada pelos americanos que estão a tentar acabar com a nossa nação. Os talibans controlam esta região, não há nenhum lugar para fugir”.

Mas há quem diga que os ataques são provocados apenas pela ignorância:

“Os ataques sobre os trabalhadores da equipa de vacinação são ações desinformadas. Eles ignoram as razões desta campanha, os seus benefícios para as crianças e para a próxima geração. Porque quem é infectado pela pólio vai tornar-se deficiente para a vida”.

Por ignorância ou preconceito religioso, os islamitas são contra as campanhas de vacinação.

Os hospitais, sobretudo de Carachi, ainda se ocupam com os feridos, vítimas do tiroteio.