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Bankia: A montanha pariu um Rato

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Bankia: A montanha pariu um Rato

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Sob um coro de vaias e assobios, o antigo diretor-geral do FMI e ex-presidente do Bankia, Rodrigo Rato entrou na Audiência Nacional, em Madrid, para responder no processo do Estado contra o banco, símbolo dos excessos da bolha imobiliária em Espanha.

Herdeiro de uma rica família de banqueiros e industriais, Rato encarna, aos olhos dos manifestantes, as perversidades do setor financeiro.

À porta do tribunal, uma cliente afirma que o banco lhe prometeu uma “taxa fixa”, com “rendimentos” garantidos e que se soubesse o que veio a acontecer “jamais” teria investido as suas economias. “Fomos todos enganados”, resume outro cliente, que espera agora por “justiça” e que Rato “cumpra a pena que o juiz considere apropriada”.

Após o sucesso, primeiro como ministro da Economia e vice-presidente dos governos de Aznar, Rodrigo Rato chegou a diretor-geral do FMI. Foi presidente da Caja Madrid – o mais antigo banco de poupanças em Espanha – e do Bankia, depois das fusões que conduziram ao desastre e à nacionalização. A descida aos infernos faz-se com acusações de “fraude”, “falsificação” e crimes financeiros” que obrigaram o Estado a injetar quase 24 mil milhões de euros na instituição.