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Direitos humanos e impasse energético dominam cimeira UE/Rússia

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Direitos humanos e impasse energético dominam cimeira UE/Rússia

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Na última cimeira entre UE e Rússia, em Junho passado, Vladimir Putin tinha acabado de regressar à presidência do país que é o terceiro maior parceiro comercial da UE; e desloca-se agora a Bruxelas, esta quinta e sexta-feira, para um encontro tenso, do qual não se esperam grandes avanços.

A cooperação no importante dossiê energético ficou estagnada com a decisão de Bruxelas de abrir um processo contra a empresa russa Gazprom, mas há outras áreas de grande crispação.

“A questão dos direitos humanos está na agenda. A União Europeia tem expressado preocupação com vários casos recentes, desde o julgamento das Pussy Riot a várias leis que a Rússia adoptou”, sublinha uma das porta-vozes da Comissão Europeia, Maja Kocijancic.

A condenação das jovens da banda punk – entretanto nomeadas para o prémio europeu Sakharov-, mas também a legislação que restrige os movimentos da oposição e da sociedade civil foram duramente criticadas por Bruxelas.

Moscovo contra-atacou com a publicação de um dossiê sobre a União.

“Neste caso, deveremos também discutir os problemas que existem na União Europeia. Por exemplo: o aumento da xenofobia em praticamente todo o espaço da UE, o nacionalismo agressivo, o aumento de problemas com minorias étnicas”, disse o enviado russo perito em direitos humanos, Konstantin Dolgov.

Um resultado positivo da cimeira poderá advir de avanços na isenção de vistos de viagem para alguns altos funcionários russos, mas permanecem divergências entre ambas as partes.

A agenda será ainda marcada por temas internacionais tais como o conflito na Síria.