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EUA "vetam" condenação de Israel no Conselho de Segurança da ONU

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EUA "vetam" condenação de Israel no Conselho de Segurança da ONU

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A decisão de Israel de expandir pelo menos dois colonatos em Jerusalém leste foi condenada pelos membros do Conselho de Segurança da ONU, à exceção dos Estados Unidos.

Washington, que afirmou estar “bastante dececionado”, foi obrigado a ameaçar com o direito de veto para impedir a publicação de um comunicado e a convocação de um voto sobre uma resolução que condenava o gesto de Israel.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon criticou, por seu lado, o que considera ser, “um golpe fatal para o processo de paz no Médio Oriente. A minha posição é conhecida e no passado condenei estes colonatos ilegais. Trata-se claramente de uma violação da lei internacional e das disposições do quarteto e uma obstrução ao processo de paz”.

Os quatro embaixadores da União Europeia com assento no conselho de segurança condenaram, num comunicado conjunto, a forma como Israel está “a minar a confiança na sua vontade de negociar”.

Acusado de utilizar a expansão dos colonatos como argumento de campanha eleitoral para o seu partido, o Likud, o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, mostra-se inflexível:

“Vamos construir em Jerusalém para todos os seus residentes, é algo que foi feito pelos anteriores governos e é algo que o meu governo vai prosseguir”.

A câmara de Jerusalém tinha aprovado ontem a expansão do bairro de Givat Hamatos, em Jerusalém Leste, dois dias depois de ter dado luz verde à expansão da colónia de Ramat Shlomo, no mesmo setor.

As decisões surgem depois da Assembleia Geral da ONU ter reconhecido a Palestina como estado “observador”, num gesto simbólico para relançar as negociações de paz israelo-palestinianas.