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Rússia: Putin defende política de olho por olho em relação aos Estados Unidos

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Rússia: Putin defende política de olho por olho em relação aos Estados Unidos

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A política externa ocupou uma boa parte das quatro horas e meia da primeira conferência de imprensa anual do presidente russo, desde que Vladimir Putin regressou ao Kremlin em março.

Putin deu o seu apoio à proposta de lei que proíbe a adoção de crianças russas por famílias norte-americanas, uma resposta da Duma à Lei Magnitsky, aprovada por Washington, que visa banir a entrada nos Estados Unidos de russos acusados de violação dos direitos humanos e que autoriza o congelamento dos seus bens.

O presidente russo considerou que a resposta da duma foi “emocional” mas “apropriada”, afirmando que a nova legislação norte-americana “envenena” as relações entre os dois países, criticando ainda o facto de os Estados Unidos não permitirem a presença de responsáveis russos nos processos que envolvem maus tratos a crianças russas na América.

Na maratona, perante cerca de 1200 jornalistas, Putin comentou as relações com antigas repúblicas soviéticas. Em relação a Geórgia, mantém a posição: “A Rússia não pode alterar a sua decisão em relação ao reconhecimento da independência da Ossétia do Sul e da Abecásia” e como Tbilissi “não aceita reconhecer a independência”, o presidente russo não vê uma forma de “sair do impasse”.

Em relação à Ucrânia, considerou que a decisão de Kiev de não entregar a exploração dos gasodutos à Gazprom e a outros operadores europeus foi “um erro estratégico” e que existem algumas questões económicas por resolver.

Quanto à Síria, Putin afirma não estar “preocupado com o destino do regime de Assad”, mas sim com o “futuro”, defendendo que as partes têm primeiro de chegar a acordo “e só a seguir iniciar as mudanças” no status quo existente.

Durante a conferência de imprensa, soube-se que a pena de Mikhail Khodorkovsky sofreu uma redução de 2 anos, o que abre o caminho para o ex-patrão da Yukos – e feroz opositor de Putin – ser libertado em outubro de 2014, após 11 anos de prisão.