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Uma nova era fria na Ásia

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Uma nova era fria na Ásia

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Com o lançamento, oficial, de um foguete para, alegadamente, colocar um satélite meteorológico em órbita, a Coreia do Norte mostrou ao mundo que tem a tecnologia para lançar um míssil intercontinental, possivelmente, equipado com uma ogiva nuclear capaz de atravessar o Pacífico.

Um símbolo das tensões que aumentam nesta região da Ásia e, certamente, uma maneira do regime comunista celebrar uma transição bem- sucedida.

A 17 de dezembro de 2011, o jovem Kim Jong-un toma as rédeas do país após a morte do pai, Kim Jong Il. Uma alteração de liderança que não muda nada na luta pelo programa nuclear da Coreia, interditado pelas Nações Unidas. Mas não há sanções contra Pyongyang, possivelmente, porque Pequim se opõe.

A China, que acaba também de renovar a sua liderança, não esconde a ambição de se tornar o polícia regional. É o próximo presidente, Xi Jinping, que exibe, abertamente, o militarismo. Na sua primeira grande viagem, depois da sua eleição como líder do Partido Comunista, em novembro, ele marca esta posição:

“Ser capaz de fazer e vencer a guerra é a chave para um exército forte. O exército inteiro deve ser construído para fazer da guerra um padrão.”

A China, cujo orçamento militar para 2012 aumentou 11,2%, em relação a 2011, lançou há poucos meses ao mar o seu primeiro porta-aviões. Esta situação inquieta o Japão.

Há dois anos Tóquio começou uma mudança estratégica: doravante, a sua maior ameaça é a China e depois a Rússia. Proteger o lado sudeste do país passou a ser a prioridade.

O retorno ao governo do líder do partido conservador PDL, não ajuda a acalmar os ânimos. Depois da sua vitória esmagadora nas eleições ele começou a deixar as suas marcas:

“Temos o controlo ativo das ilhas Senkaku. Não há espaço para negociar sobre isso. (…) É necessário dizer à China e à comunidade internacional que não vamos tolerá-lo.”

O Japão tem duas contendas: o Mar da China Oriental com Pequim, por causa das ilhas Senkaku ou Diaoyu em chinês; e o Mar do Japão com a Coreia do Sul, pela ilha de Takeshima ou Dokdo em coreano.

A nova Presidente da Coreia do Sul já disse que não vai ceder nesta questão e garante que vai seguir a linha dura do seu antecessor.