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Itália: um país em suspenso

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Itália: um país em suspenso

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Em Itália, e na sequência da demissão de Mario Monti, o Presidente Giorgio Napolitano vai reunir, este sábado, com os lideres dos principais partidos.

O Chefe de Estado vai tentar fazer com que os partidos apoiem o governo interino no tempo que falta até às novas eleições.

Até lá, Mnti ficará responsável por um governo de gestão mas qual será o futuro do país? Para Monti a resposta é clara:

‘‘Gostaria que todas as ações do último mandato fossem continuadas na próxima legislatura. O interesse nacional não está relacionado com quem governa num momento específico a nação porque, como sabem melhor que outros, o interesse nacional é um interesse permanente.’‘

Espera-se que Monti se lance na corrida às eleições como lider de uma coligação de centro-direita. Mas a divisão política, no centro e direita, faz com que os votos estejam muito divididos. Ganhe quem ganhar há quem acredite que o caminho está traçado. Massimo Franco, analista político é apologista disso:

“Acho que Itália, nos últimos 13 meses, fez um trabalho muito bom. Por isso, parece-me que o caminho está traçado é não será possível desviarem-se muito do plano delineado por Monti.”

A situação no país é, de facto, complexa. Berlusconi antecipou-se a Monti mas, segundo as sondagens, sem a Liga do Norte, não conseguirá mais de 15 por cento dos votos. Mas, mesmo que Monti se candidate e ganhe a divisão de votos pode dificultar-lhe o trabalho.