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Mario Monti avança ou não para as eleições?

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Mario Monti avança ou não para as eleições?

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Como previsto, o presidente italiano, Giorgio Napolitano, recebeu, este sábado, no Quirinale, os presidentes do Senado e da Câmara de Deputados, iniciando o processo de dissolução do parlamento.

Como previsto, Mario Monti deixou o cargo de primeiro-ministro, abrindo caminho para as eleições antecipadas, que deverão realizar-se no final de fevereiro.

Mas o que não se consegue ainda prever é o que Monti vai fazer a partir de agora. Se muitos especulavam que já estaria numa espécie de pré-campanha, exemplificando com a visita à fábrica da Fiat em Melfi, outros garantem agora que o cenário não é assim tão claro, e que as reticências estão a desequilibrar os pratos da balança.

Nas ruas de Roma, há quem apoie a eventual candidatura de Monti, porque se trata “de uma pessoa honesta” e ainda quem perceba os motivos da demissão, preferindo, no entanto, “que ele tivesse ficado em exercício de funções até às eleições”.

Como não podia deixar de ser, há um outro lado da medalha, que assenta, em grande medida, nas consequências da austeridade imposta sobre o país.

Um cidadão italiano afirmava que “não confia nos tecnocratas, porque cabe aos políticos a responsabilidade de governar um país”. Outro realçava que “o direito ao trabalho está inscrito na Constituição. E qual é a realidade? A Itália vai continuar a ter pessoas de 30 e 40 anos a viver com as mães? É preciso começar a fazer algo pelo país…”

Segundo alguns órgãos de comunicação, as hesitações de Monti, que deverão ficar esclarecidas este domingo, têm diretamente a ver com o fraco resultado que as sondagens lhe atribuem, em caso de candidatura.