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Norte-americanos divididos acerca de legislação do porte de armas

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Norte-americanos divididos acerca de legislação do porte de armas

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Na semana que se seguiu ao massacre na escola primária de Sandy Hook, em Newtown, muitas lojas de armas registaram um forte aumento nas vendas.

Em Rockville, no Estado do Maryland, o dono de um estabelecimento explicou à euronews que a semi-automática Bushmaster – arma usada pelo atirador – foi uma das mais procuradas.

Para Andy Raymond, não é uma questão de “quantas pessoas morrem. Se alguém é morto, alvejado, não se deve apontar o dedo à arma. A culpa é do atirador, não da arma”.

Mas se Raymond, um defensor do porte de armas, critica esforços políticos para avançar com restrições, o presidente da Câmara de Garrett Park, outra pequena comunidade do Maryland, defende o regresso de uma interdição em vigor no Estado entre 1994 e 2004.

Peter Benjamin explica que “este tipo de armas de assalto tinha sido banido. Essa interdição deveria voltar a ser instituída e deveria ser restringida a venda de munições para essas armas, porque existem tantas em circulação”.

Se o tiroteio na escola primária do Connecticut foi seguido de um aumento nas vendas de armas, também deu um novo impulso ao “lobby” que defende um maior controlo.

O correspondente da euronews, Stefan Grobe, diz que, enquanto os Estados Unidos enterram as vítimas do massacre, “o país continua profundamente dividido acerca da legislação do porte de armas. Uma parte acredita que mais armas significa mais segurança, enquanto para a outra, isso é uma perspetiva bastante perturbadora”.