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Governo indiano não consegue condicionar os protestos em Nova Deli

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Governo indiano não consegue condicionar os protestos em Nova Deli

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Não serviu de muito a interdição das autoridades indianas, que proíbiram oficialmente ajuntamentos nas imediações do parlamento e do palácio presidencial, em Nova Deli.

Milhares de pessoas voltaram a deixar bem clara a indignação pela violação coletiva de uma estudante universitária de 23 anos. A jovem foi espancada, num autocarro, por seis homens com barras de ferro, tendo sido sucessivamente violada e atirada do veículo em andamento.

As estatísticas dizem que, na capital indiana, há um estupro em cada dezoito horas. Para além de exigirem uma pena exemplar para os culpados, muitos falam mesmo em pena de morte, os manifestantes pedem medidas abrangentes contra as agressões a mulheres. Um exemplo de permissividade que tem sido citado: nos últimos cinco anos, mais de vinte homens acusados de violação foram escolhidos por diferentes partidos para se candidatarem a eleições.

Os protestos centraram-se, também, junto à residência da líder do partido do Congresso, no poder. Sonia Gandhi acabou por se dirigir a alguns manifestantes, prometendo que “será feita justiça”.