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Irmandade Muçulmana não espera pela contagem de votos e clama vitória

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Irmandade Muçulmana não espera pela contagem de votos e clama vitória

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Dir-se-ia que o Egito espera, agora, pelos resultados oficiais do referendo constitucional, cuja divulgação deverá acontecer na próxima terça-feira. Mas a Irmandade Muçulmana já tomou como dado adquirido uma vitória na ordem dos 64%.

A oposição volta a denunciar a ocorrência de inúmeras fraudes, muitas das quais protagonizadas por falsos juízes que deveriam controlar o processo eleitoral.

Junto à Praça Tahrir, um egípcio afirmava que “a Constituição não irá ser reconhecida, nem as instâncias que dela emanam, porque assentam em bases erradas”. Uma mulher apontava que os “resultados foram forjados. Setenta por cento dos egípcios vivem na ignorância e na iliteracia. Mas são esses que controlam os outros trinta por cento, que é a parte da população que foi educada”.

Os números, já se sabe, foram pré-anunciados, mas a verdade é que a contagem dos votos está a decorrer. A afluência às urnas, nas duas fases do referendo, situou-se perto dos 32%, num processo que já provocou uma baixa: o vice-presidente Mahmud Mekki apresentou ontem a sua demissão.