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Natal cada vez mais dependente da caridade nos países europeus em crise

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Natal cada vez mais dependente da caridade nos países europeus em crise

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A profunda crise que paira sobre vários países da Europa, deixa antever um Natal difícil para um número crescente de famílias que dependem cada vez mais de organizações caritativas.

Com um desemprego que ronda os 25 por cento da população ativa em Espanha, a fundadora de um centro de distribuição de roupa da Cruz Vermelha nos arredores de Madrid explica que já não são apenas os imigrantes mais pobres que acodem ao local.

Nunci Cuñado diz que “devido à situação atual, aparecem cada vez mais espanhóis, sobretudo à procura de roupa para crianças”.

Uma utente afirma que “é uma grande ajuda. Se não existisse a Cruz Vermelha e bancos alimentares, não teriam nada. É preciso ser perseverante, porque os bebés e as crianças não perguntam o que temos hoje ou amanhã para comer, é simplesmente necessário dar-lhes alimento”.

Na capital grega, Atenas, grupos de voluntários organizam-se para cozinhar e distribuir alimentos entre aqueles que, face às dificuldades crescentes, vivem agora na pobreza.

O fundador de um grupo caritativo explica que é melhor ajudar do que ficar de braços cruzados face à crise.

Prodomos Christakidis diz que tem “quatro filhos e, em vez de ficar a deprimir em casa, como todos aqueles que são levados ao ponto do suicídio”, escolheu “o voluntariado”, que lhe “enche o coração e permite alimentar e ajudar mais de cem pessoas por dia”.

Christakidis, tal como muitos dos elementos da organização, perdeu o emprego na vaga de despedimentos que acompanhou o aprofundar da crise na Grécia.