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Afeganistão: A realidade das mulheres-polícia

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Afeganistão: A realidade das mulheres-polícia

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O assassinato de um conselheiro civil da NATO por uma mulher vestida com o uniforme da polícia afegã
surpreende porque é um caso sem precedentes.

No Afeganistão, as mulheres começaram a ser recrutadas como agentes policiais há precisamente dois anos. Em Cabul, as futuras polícias aprendem a disparar, na esperança de assegurarem sozinhas a proteção do país a partir de 2014, data de retirada das forças da NATO.

“Comecei a receber chamadas anónimas desde que entrei para a polícia. Ameaçam-me, mas não tenho medo de ameaças. Estou orgulhosa por ser polícia e por servir o meu país juntamente com os meus irmãos”, diz Farida Hashimi, estagiária da polícia afegã.

A presença feminina é fundamental, principalmente quando se trata de revistar outras mulheres, uma função interdita aos homens, tal como é interdito também o acesso a espaços reservados às mulheres em casas ou edifícios oficiais.

“O Afeganistão é um país tradicional. A minha mensagem para a nossa Nação é que este é o momento de criar oportunidades para que as mulheres possam entrar para a polícia e para que possam ter liberdade de forma a aprenderem e servirem o país”, lembra o coronel Ahmad Shah.

O presidente Hamid Karzai anunciou recentemente que até ao fim de 2014 cinco mil mulheres devem integrar a Polícia Nacional Afegã. Neste momento são pouco mais de 1800.

As forças afegãs, que se encontram sob pressão crescente, reforçaram rapidamente o número de efetivos para 350 mil homens, com o intuito de assumir o controlo da situação quando chegar a altura da saída das tropas ocidentais.

Os críticos argumentam que o recrutamento acelerado afetou a seleção dos candidatos e facilitou a infiltração de agentes talibãs.