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Egito aprova Constituição escrita pelos islamitas que a oposição promete contestar

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Egito aprova Constituição escrita pelos islamitas que a oposição promete contestar

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O “sim” venceu o referendo à nova Constituição que promete dividir ainda mais o Egito. Segundo os resultados oficiosos, divulgados pela Irmandade Muçulmana no poder, o “sim” terá alcançado mais de 60% dos votos, mas a baixa afluência às urnas, que rondou os 30%, abre desde já o debate sobre a legitimidade do referendo.

A oposição fala em “fraude, violações e irregularidades” no escrutínio e promete lutar por todos os “meios legais e pacíficos” para a “derrubar”, afirmou um membro da Frente de Salvação Nacional, a maior coligação da oposição laica. Hamdeen Sabahi considera que a Constituição “não é digna dos egípcios”.

Ratificado o texto fundamental, estão previstas eleições legislativas no prazo de dois meses.

O referendo teve de ser dividido por dois dias, dada a recusa de muitos juízes em supervisionar o processo.

Organizações não-governamentais também relatam ilegalidades no referendo, nomeadamente no registo dos votantes.

Os delatores do texto consideram que a Constituição ataca alguns direitos fundamentais e ignora os direitos dos cristãos, que representam 10% da população, e das mulheres.