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Monti não se candidata mas está pronto para dirigir a Itália

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Monti não se candidata mas está pronto para dirigir a Itália

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Mario Monti não será candidato às eleições legislativas de fevereiro, mas admite voltar a dirigir o governo italiano se houver “apoio político” à sua agenda de reformas, que será divulgada nos próximos dias. Berlusconi fechou entretanto a porta a qualquer entendimento: “Tive um pesadelo: um novo governo Monti”, declarou Il Cavalieri.
 
Numa muito aguardada conferência de imprensa, este domingo, o primeiro-ministro demissionário afirmou que não será “candidato a nenhuma circunscrição eleitoral”, nomeadamente por ser “senador vitalício”, mas que se “uma força política credível” lhe “pedir para ser candidato ao posto de Presidente do Conselho”, ele irá “considerar” o assunto.
 
Declarações do antigo comissário europeu que deixaram a imprensa confusa: “Ainda não entendi nada”, afirmou pouco depois uma das mais experientes jornalistas italianas.
 
Segundo um repórter do jornal Corriere della Sera, “se o centro-direita ganhar as eleições ou se o centro-esquerda vencer mas não tiver deputados suficientes para governar, será talvez necessário escolher outro primeiro-ministro e Mario Monti pode estar a postos para esse papel. Ao mesmo tempo, Monti não fechou a porta para o Quirinale”, o palácio presidencial.
 
O Partido Democrata, de centro-esquerda, é favorito à vitória nas eleições legislativas agendadas para 24 e 25 de fevereiro, uma campanha que promete ser confusa, mesmo para os padrões italianos.
 
61% dos eleitores não querem que Monti entre na campanha eleitoral, segundo uma sondagem.