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Egito: situação política aprofunda crise económica

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Egito: situação política aprofunda crise económica

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À tensão política no Egito, soma-se uma profunda crise económica, motivo de grande inquietude para a população e os mercados.

O país vê-se confrontado, há dois anos, com uma forte redução nas receitas do turismo e uma queda vertiginosa nos investimentos estrangeiros.

No Cairo, um corretor de bolsa diz que “os investidores estrangeiros estão a vender tudo e os acionistas egípcios estão preocupados. Assistimos a um declínio quotidiano no mercado bolsista”.

Mais de metade das reservas de divisas desapareceu desde a queda de Mubarak. A degradação da economia motivou grandes levantamentos bancários, levando o governo a limitar a 10 mil dólares a quantidade de dinheiro com que cada viajante pode entrar e sair do país.

Um residente da capital egípcia afirma que “já não há turismo, sobretudo desde a revolução e do referendo. Tudo isto fez descer bastante as reservas de dólares no Egito. Agora não há quase nada e continua a descer dia após dia”.

Outra egípcia diz que “não há estabilidade política, nem económica, e isso conduz a um túnel escuro”.

A crise política atrasou também a muito aguardada decisão do Fundo Monetário Internacional sobre um empréstimo de três mil e seiscentos milhões de euros ao Egito.