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Americanos a três dias do "precipício fiscal"

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Americanos a três dias do "precipício fiscal"

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Com o fim do ano à porta e sem solução à vista, os Estados Unidos aproximam-se do tão falado precipício fiscal.

Barack Obama encurtou as férias no Hawai e regressou a Washington para tentar convencer o congresso a chegar a um acordo, mas as divergências entre democratas e republicanos são as mesmas de sempre e, em período de festas, a tarefa é ainda mais difícil.

O senador democrático, Harry Reid, faz este ponto da situação:

“Os republicanos do congresso abandonaram a cidade. As negociações entre o presidente e o líder republicano cairam para o ponto em que se encontraram nos últimos três anos e meio. Nós tentámos tudo para fazer algo”.

A visão republicana é bem diferente:
“Na noite passada, disse ao presidente que gostaríamos de ver o que tinha a propôr e a verdade é que estamos a chegar ao fim do prazo e esta é uma conversa que já deveríamos ter tido há vários meses. Os republicanos não vão passar um cheque em branco para o que quer que seja que os senadores democratas apresentem só porque nos encontramos à beira do precipício”, responde o líder republicano, Mitch McConnell.

Sem um acordo antes de 31 de dezembro, os americanos serão confrontados com uma fatura de 536 mil milhões de dólares de aumentos de impostos e cortes na despesa pública, com resultados que se prevêm catastróficos para a economia do país.

E os primeiros efeitos já se fazem sentir. Os mercados estão a perder confiança; os consumidores também.