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Putin promulga lei que impede cidadãos dos EUA de adotar crianças russas

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Putin promulga lei que impede cidadãos dos EUA de adotar crianças russas

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O presidente russo, Vladimir Putin, promulgou, esta sexta-feira, a lei que proíbe a adoção de crianças russas por pessoas dos Estados Unidos da América.

A lei recebeu o nome de Dima Iakovlev, uma criança russa que morreu por negligência do pai adotivo, nos Estados Unidos, e entra em vigor a 1 de janeiro de 2013.

Além de proibir as adoções, a lei desautoriza organizações não-governamentais que recebem financiamento dos Estados Unidos e impõe o congelamentos de bens e a recusa de vistos de viagem a norte-americanos acusados de violar os direitos de cidadãos russos no exterior.

A nova lei é contestada no seio da sociedade russa.

“Penso que vai ser muito triste. Não é segredo para ninguém que a maioria das crianças é adotada por pessoas nos Estados Unidos. Aquelas crianças que, caso contrário, permanecem aqui,” diz Galina Sigayeva, da agência de adoção “New Hope”.

Para a diretora do “Humans Rights Watch” russo, Rachel Denber, “não é surpreendente que haja retribuição política, que haja uma política de olho por olho, dente por dente. O que é chocante é que eles estão a colocar
o bem-estar das crianças em risco por causa da retribuição política. Isso tem que parar.”

A nova lei russa insere-se num conjunto de medidas de retaliação contra um novo documento dos Estados Unidos da América, assinado por Barack Obama este mês, que prevê sanções para cidadãos russos envolvidos na morte do advogado Sergei Magnitsky, em 2009.

O advogado estava detido preventivamente devido a uma acusação de fraude mas acabou por morrer na prisão, depois de ter sido espancado e por falta de assistência médica.

Antes de ser detido Magnitsky denunciou vários oficiais do Ministério do Interior por fraude fiscal.

Esta sexta-feira, um tribunal de Moscovo absolveu, Dmitry Kratov, da acusação de homicídio por negligência do advogado Sergei Magnitsky.

Kratov era o diretor da prisão de Butyrskaya, onde Magnitsky acabou por falecer, em 2009.

O antigo administrador mostrou-se satisfeito com o veredito e reafirmou ter feito tudo ao seu alcance para evitar aquele desfecho.