Última hora

Última hora

"A alternativa, na Síria, é entre o inferno ou a política"

Em leitura:

"A alternativa, na Síria, é entre o inferno ou a política"

Tamanho do texto Aa Aa

Há quase dois anos que é uma pergunta sem resposta: como pôr cobro ao conflito sírio? A questão motivou a ida a Moscovo do emissário da ONU e da Liga Árabe, Lakhdar Brahimi, acabado de chegar da Síria, para se encontrar com o responsável diplomático russo, Serguei Lavrov.

Apesar de, recentemente, ter reconhecido que a vitória dos rebeldes já esteve mais longe, a Rússia continua a ser o grande aliado internacional do regime sírio. Lavrov recorda que “Bashar al-Assad tem salientado, em público e em privado, até no seu encontro com Brahimi em Damasco, que não vai a lado nenhum, que vai ficar no poder até ao fim.”

O enviado internacional salienta o que pode acontecer se a violência continuar: se os habitantes que ficaram em Damasco “entrarem em pânico, podemos assistir à fuga de mais de um milhão de pessoas. E só podem ir para dois sítios: ou para o Líbano ou para a Jordânia. Nenhum deles consegue aguentar a entrada de 500 mil refugiados sem colapsar. A alternativa está entre um verdadeiro inferno e o processo político.”

Durante esta semana, multiplicaram-se as especulações sobre a possibilidade de Brahimi estar a promover um acordo que prevê um governo de transição na Síria, com al-Assad no poder até 2014. A oposição afirma rejeitar liminarmente esse cenário.