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Índia: Ano novo e velhos protestos

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Índia: Ano novo e velhos protestos

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Na Índia continuam as manifestações pacíficas em memória da jovem vítima de violação coletiva num autocarro, em Nova Deli. As vigílias refletem um país de luto e reclamam maior proteção para as mulheres. Dois protestantes estão em greve de fome há oito e três dias exigindo uma justiça célere nos tribunais, para casos de ofensa sexual.

Murarinath Kishwaha, protestante: “O governo não deu ouvidos aos nossos protestos. Mas se não ouvir e algo acontecer aos meus dois irmãos vamos destruir este país. Se Manmohan Singh não atender às nossas exigências de uma justiça rápida nos tribunais, para assegurar a segurança das mulheres.”

A polícia muitas vezes recusa aceitar queixas de violação e até algum políticos sugerem que as mulheres não devem usar roupas que possam ser consideradas provocantes.

Banwari Lal Singhal, membro do BJP, principal partido da oposição: “Há uma exigência a nível nacional para que sejam tomadas ações para travar estes crimes na sociedade. No meu ponto de vista uma dessas ações passaria por proibir as raparigas de usar saias com tops nas escolas. Deviam ser obrigadas a usar calças e camisas.”

Gurjeet Kaur, estudante: “Porque deveríamos mudar a nossa maneira de vestir? Porque é que os homens não podem mudar de mentalidade? Porque é que Singh tem uma mentalidade doentia?”

A emoção tomou conta da Índia após a morte da jovem que não resistiu às sequelas da violação e as celebrações de ano novo têm vindo a ser canceladas em vários pontos do país. Os agressores já foram acusados de homicídio e enfrentam julgamento a 3 de janeiro.