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Grécia: Ano novo, velhos problemas

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Grécia: Ano novo, velhos problemas

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Inebriada pela austeridade, Atenas entrou em 2013 com mais uma greve. O metro da capital grega para durante 24 horas em protesto contra a harmonização dos salários pelo diapasão do resto da função pública.

Os efeitos da paralisação são ténues numa cidade a meio gás que entrou no quarto ano de uma austeridade sem luz ao fundo do túnel.

Os atenienses estão solidários com os funcionários do metro. Um reformado considera que a greve é justa porque não é correto nivelar os “salários pelo resto dos trabalhadores da função pública que se limitam a estar sentados à secretária”. No metro, os “horários são extenuantes, portanto o governo devia trata-los de forma diferenciada”. Daí que “tenham todo o direito de estar em greve” mesmo que isso implique problemas para as restantes pessoas se deslocarem.

Mais fatalista, outro jubilado considera que “nada vai mudar”, todos os anos se renovam “esperanças em relação ao novo ano e todos os anos as coisas pioram”.

O salário mínimo na Grécia sofre a partir de hoje um corte de cerca de 20%, fixando-se nos 586 euros para os maiores de 25 anos e praticamente em 511 para os mais jovens.