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Estados Unidos evitam o chamado "precipício orçamental"

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Estados Unidos evitam o chamado "precipício orçamental"

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Com 257 votos a favor e 167 contra, o orçamento deste ano recebeu luz verde da Câmara dos Representantes e assim foram evitados aumentos generalizados de impostos e cortes imediatos na despesa.

O projeto de lei aprovado prevê um aumento dos impostos apenas para os mais ricos e adia os cortes na despesa pública em dois meses, de forma a que se chegue a um acordo mais amplo.

O presidente norte-americano congratulou-se de imediato com esta aprovação e falou nos próximos debates. Barack Obama garantiu: “sou muito aberto a concessões. Concordo com democratas e republicanos que os idosos e os crescentes gastos com o apoio na saúde são os maiores contribuintes do nosso défice. Acredito que temos que reformular este programa sem prejuízo dos nossos idosos que contam com ele para sobreviver. Acredito que há despesas do Estado que podemos eliminar mas não podemos simplesmente cortar no nosso caminho para a prosperidade. A redução da despesa tem que ser feita ao mesmo tempo que são feitas reformas na nossa política fiscal, de forma a que os mais ricos não possam aproveitar-se das lacunas e benefícios que não estão disponíveis à maioria dos cidadãos.”

A situação deste ano era extraordinária porque terminaram agora os prazos de vigência de muitos benefícios fiscais e orçamentais herdados do governo de George W. Bush.
Ou seja, com o fim destas medidas, entrariam de imediato em vigor os tais aumentos e cortes.

Muitos economistas acreditavam que, se não houvesse acordo, os efeitos vão seriam muito negativos e a maior economia do mundo poderia entrar em recessão.