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Malvinas: Argentina quer sentar-se à mesa com a Grã-Bretanha

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Malvinas: Argentina quer sentar-se à mesa com a Grã-Bretanha

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A presidente da Argentina, Cristina Fernández de Kirchner, escreveu uma carta aberta ao primeiro-ministro britânico David Cameron, em que pede para negociar a situação das Malvinas – ilhas que são posse da Grã-Bretanha, reivindicadas pela Argentina.

A presidente assinalou os 180 anos da anexação britânica das ilhas com uma carta, publicada em vários jornais britânicos, onde pede que as duas partes se sentem à mesa.

A resposta de David Cameron não se fez esperar: “O futuro das Malvinas deve ser determinado pelos próprios habitantes, pelas pessoas que lá vivem. Sempre que lhes foi perguntada a opinião, disseram que querem manter o estatuto atual, com o Reino Unido. Vão ter um referendo, este ano, e espero que a presidente argentina tenha esse referendo em conta e reconheça que são os habitantes das Malvinas que devem escolher o seu futuro e enquanto quiserem ficar no Reino Unido terão o meu apoio a 100%”.

A contenda entre os dois países teve o ponto alto com a invasão das ilhas em 1982 pela marinha argentina e a guerra que se lhe seguiu.

Os veteranos argentinos da guerra apoiam Cristina Kirchner: “A Grã-Bretanha tem de se sentar à mesa e negociar. Concordamos em absoluto com a presidente”, diz Ernesto Alonso, do grupo de ex-combatentes.

A guerra das Malvinas durou pouco mais de dois meses e matou mais de 900 soldados de ambos os lados.

Na altura, a ação militar levantou críticas à primeira-ministra Margaret Thatcher, mas a verdade é que a guerra viria a precipitar a queda da ditadura argentina. Os dois países retomaram as relações diplomáticas em 1989.