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Violência em Belfast sem solução à vista

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Violência em Belfast sem solução à vista

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Continuam sem surtir efeito as discussões entre representantes políticos e religiosos para pôr fim à onda de violência na Irlanda do Norte.

Na última noite, Belfast voltou a ser palco de confrontos entre a polícia e unionistas que contestam a redução do número de dias em que a bandeira britânica vai ficar hasteada.

A decisão de arrear a Union Jack, como é conhecida, da sede municipal foi aprovada no início de dezembro.

A comunidade protestante que defende a bandeira como símbolo do domínio da Grã-Bretanha sobre o território da Irlanda do Norte, não gostou da decisão e, desde então, a violência tomou conta das ruas de Belfast.

Mais de meia centena de pessoas ficaram feridas e dezenas foram detidas.

O presidente da Federação da Polícia da Irlanda do Norte admite que a onda de violência esteja a ser alimentada por grupos armados (como UVF, Ulster Volunteer Force).

As consequências estão à vista. Ao longo das últimas semanas foram incendiados vários carros e dezenas de lojas ficaram destruídas.

A tensão está ao rubro, 15 anos depois do acordo de paz que pôs fim a um conflito de três décadas.