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Centro-esquerda espreita o poder em Israel

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Centro-esquerda espreita o poder em Israel

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Quer seguir as pisadas de Golda Meir, mas será pouco provável que destrone, para já, Benjamin Netanyahu do poder. Tzipi Livini é a mais proeminente mulher na política israelita. Ex-ministra dos Negócios Estrangeiros, apresenta-se às eleições com a bandeira do diálogo com os palestinianos e de uma alternativa à direita.

Depois de ter perdido, em março de 2012, a liderança do Kadima para Shaul Mofaz, Livni renunciou ao partido, ao lugar de deputada e, oito meses mais tarde, formou o Hatenua, um movimento centrista.

No lançamento da sua campanha, em novembro, afirmou existir “um vazio no mapa político de Israel” em relação a alguns “valores” que “têm de estar representados” na política, considerando ser a pessoa melhor colocada e com maior “experiência para substituir Netanyahu”.

Em 2006, Livni tornou-se na primeira mulher a assumir a diplomacia israelita, no governo do Kadima dirigido por Ehud Olmert. Era a segunda fase de um percurso iniciado com a eleição para deputada, em 1999, nas listas do Likud. Depois acompanhou Ariel Sharon na dissidência que conduziu à formação do Kadima, após a retirada de Gaza a que se opunha a ala direita do Likud, comandada por Netanyahu.

Partidária do diálogo com os palestinianos, Livni defende a solução de dois estados quando é encarregue de negociar a paz, mas falha.

Advogada de formação, mãe de dois filhos, antiga agente da Mossad, Tzipi Livni defendeu a criação de um bloco de centro-esquerda nestas eleições para impedir o acesso ao governo dos extremistas. Mas os restantes partidos do mesmo campo político responsabilizam-na pelo facto de não ter sido possível chegar a um acordo de coligação.

Para a cabeça de lista do partido trabalhista, a prioridade não é entrar num governo de Netanyahu para evitar que os mais radicais o façam. Shelly Yachimovich colocou a tónica da campanha nas reformas económicas e sociais. Yachimovich iniciou a carreira política em 2006 e chegou à liderança dos trabalhistas em 2011.

Israel conhece-a sobretudo pelo seu passado de jornalista na rádio e na televisão, um passado que partilha com Yair Lapid, o cabeça de lista do novo partido centrista Yesh Atid. No espaço de poucos meses, Lapid passou do estatuto de apresentador vedeta ao de estrela em ascensão na política israelita. Aos 49 anos, este antigo atleta pode revelar-se o parceiro ideal para o Likud, quando Netanyahu tiver de negociar a formação do novo governo.