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Ancara diz que assassinatos de Paris podem sem "ajuste de contas" interno do PKK

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Ancara diz que assassinatos de Paris podem sem "ajuste de contas" interno do PKK

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As manifestações após o assassinato de três ativistas curdas em Paris tiveram eco em Diyarbakir. Num parque central da cidade de maioria curda do Leste da Turquia, cerca de quinhentas pessoas exigiam Justiça, um pedido feito também pelos representantes políticos da comunidade curda.

O deputado do partido curdo Paz e Democracia, Sirri Sakik, apela ao “governo francês para encontrar os responsáveis dos assassinatos e informar o público. Atravessamos um período importante. Se olharmos para o passado, vemos que sempre que decorreram negociações de paz, ocorreram também ataques e atos de provocação deste tipo”.

O governo turco avançou duas hipóteses para a origem do crime: um diferendo interno do Partido dos Trabalhadores do Curdistão ou alguém que pretende destruir o processo de paz encetado entre Ancara e o PKK.

Em viagem ao Senegal, o primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, afirmou que “pode tratar-se de um ajuste de contas. Num momento em que estão a ser feitos esforços para acabar com o terrorismo e para obter progressos, há quem não goste e isto pode ser uma provocação da parte dessas pessoas”.

O diretor do Centro de Pesquisa Estratégica Bilgesam, em Istambul, também acredita que pode tratar-se de uma questão interna da formação curda.

Atilla Sandikli diz que “o PKK transformou-se ao mesmo tempo numa organização baseada em lucros e num grupo terrorista. De forma geral, elimina pessoas, por isso se houver um conjunto de pessoas que não segue a liderança, é liquidado”.

O correspondente da euronews, Bora Bayraktiar, afirma que “o povo turco, que assistiu muitas vezes a negociações deste género, por isso segue o diálogo de forma discreta para tentar perceber a direção que vai tomar”.