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França procura acordo para reforma do mercado do trabalho

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França procura acordo para reforma do mercado do trabalho

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É na base do modelo alemão da “flexibilidade e segurança” que o Eliseu espera um acordo histórico para a reforma do mercado do trabalho em França. A rigidez do regime francês é considerada um entrave ao relançamento da competitividade, o cavalo de batalha do presidente François Hollande.

Esta sexta-feira, o patronato cedeu sobre o princípio de aumento dos custos patronais para os contratos a prazo, mas só para alguns. Era era um dos pontos mais difíceis das discussões. Mas os sindicatos não se mostram convencidos.

Stephane Lardi, da Força Operária, afirma: “O que nos propõem é muita flexibilidade e mais precariedade, quando a situação económica e social é catastrófica no país. Temos a impressão de estar num outro planeta”.

Em contrapartida do aumento dos custos do trabalho a prazo, os patrões exigem mais flexibilidade. Na mesa está também a proposta de exoneração de cotizações sociais durante três meses caso contratem, para o quadro, jovens com menos de 26 anos.

Para ser validado, um eventual acordo não pode ser rejeitado por mais de dois sindicatos. CGT e Força Operária já disseram que não assinam.

A reforma do mercado do trabalho, um dos mais rígidos da Europa, é considerada vital pelo governo socialista, que se vê abraços com uma economia fragilizada e uma taxa de desemprego superior a dez por cento. Entre os jovens, o desemprego ronda os 25%.