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Salão automóvel de Bruxelas não vai "medir as saias"

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Salão automóvel de Bruxelas não vai "medir as saias"

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O salão automóvel de Bruxelas, na Bélgica, abriu as portas na esperança de atrair pelo menos o meio milhão de visitantes do ano passado, mas talvez menos polémica.

Incidentes de assédio e atentado ao pudor levaram a ministra para a Igualdade belga a criticar a promoção das mulheres como objetos sexuais. Joelle Milquet enviou mesmo uma carta a pedir mais comedimento no vestuário.

O porta-voz da Federação Belga do Automóvel, Joost Kaesemans, diz que “não nos cabe assumir o papel de polícia moral e criar uma autoridade para medir o comprimento das saias”.

A euronews falou com alguns responsáveis de marcas que defendem o bom-senso, tanto no comprimento das saias como das críticas.

“Penso que é importante respeitar as mulheres, embora as hospedeiras que convidamos para fazerem este trabalho estejam geralmente ao corrente do que as espera”, disse Caroline Stasse, da Mitsubishi.

“Trata-se de uma exposição e compreendo que existem algumas preocupações, mas não devemos exagerar”, considera Marie-Louise Van Dyck, da Nissan.

Até 20 de janeiro, os apreciadores de automóveis poderão confirmar as alterações nos uniformes escolhidos, mas podem já contar com uma novidade: foram convidados modelos masculinos.